Somos jovens artistas, filhos das ditas mães solteiras e desamparadas, filhos de uma dita nação de todos, filhos de uma dita cultura valiosa, porém desvalorizada cotidianamente. Somos filhos de Pombas Urbanas, gerados de um processo artístico coletivo, humano e concreto, o Teatro, que escolhemos como forma de existência e resistência no mundo. Somos Filhos da Dita.

Primeiro grupo teatral formado no Centro Cultural Arte em Construção em 2007 onde experimentamos, criamos e realizamos muitas coisas juntos.  Intervenções artísticas, como “A Macaca Tá Certa” apresentadas em feiras, praças, ruas, hospitais e escolas; publicação de onze edições do Fanzine “Inf’Arte – Informação e Arte”; oficinas culturais para crianças e jovens e uma produção teatral contínua, que resultou em nosso espetáculo de estreia, “Os Tronconenses”, apresentado para mais de 4 mil pessoas no bairro Cidade Tiradentes, em diversos espaços culturais de São Paulo e em festivais internacionais como VII Congresso Mundial de Drama, Teatro e Educação (IDEA) em Belém do Pará, XV Encuentro Nacional Comunitario de Teatro Joven em Medellín e Encuentro Distrital e Internacional de Teatro Comunitário em Bogotá. Integramos o elenco e a equipe de produção do espetáculo multicultural “El Quijote”, marco da fundação da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade. Elaboramos e realizamos projetos coletivos como “Nossa Teoria é a Prática” junto à Rede Livre Leste, Encontro Comunitário de Teatro Jovem e Mostra de Produção Cultural Cidade Tiradentes Faz Arte, junto ao Instituto Pombas Urbanas.

Em 2012 a partir da vivência teórico-prática com o diretor cubano Rolando Hernadez, tivemos contato com o texto “La Guerra” e decidimos iniciar o processo de montagem de nosso novo espetáculo, que teve sua estreia em outubro de 2013

Porque a vida e a morte nos trouxeram varias reflexões sobre nossas histórias e hoje, assim como aprendemos, compartilhamos tristezas, conflitos, angústias, alegrias, sonhos e vitórias. O que faz sentido é estarmos juntos.

REPERTÓRIO

Os Tronconenses

“Os Tronconenses” conta a história dos habitantes de Tronconé, uma cidadezinha imaginária, que poderia ser qualquer cidade brasileira. Através de brincadeiras num playground abandonado, crianças desta cidade representam situações vividas pelos adultos. O imaginário e o real se fundem revelando um mundo em crise, onde a loucura e lucidez muitas vezes se confundem.
O espetáculo resgata o Coro, muito utilizado no Teatro Grego. Dele saem e para ele retornam os personagens.

“A Guerra”

Três soldados partem para a guerra e, no caminho, esquecem quem é o inimigo. A partir dessa constatação, o espetáculo apresenta cenas que revelam ao público o absurdo de guerras invisíveis vividas cotidianamente. Num campo de batalha que se transforma constantemente, atrizes e atores representam diversos personagens e situações que se interrelacionam, trazendo à tona um mundo onde a espetacularização da violência, impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados, aliena e desumaniza o homem, separando-o da vida.